Gente Comum, Uma história na PIDE

Gente Comum, Uma história na PIDE

“Sendo uma nova edição, não é uma repetição. Tem uma nota prévia onde revelo alguns factos que antes não fui capaz de divulgar. Há coisas por que não se passa impunemente.

Tem o texto, revisto, em parte, de Paula Godinho, sem a qual e António Monteiro Cardoso, este livro não teria existido.

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Reescrevi, mantendo os factos, o estilo e a estrutura narrativa, o meu relato, de modo a suprimir algumas marcas de oralidade em excesso, que poderiam dificultar o ritmo da leitura.

Está intacto o texto de António Monteiro Cardoso, entretanto falecido, que faz uma análise histórica brilhante daquela fase da ditadura. É imprescindível lê-lo, se quisermos compreender essa época. Também as notas explicativas, introduzidas por ele, foram mantidas.

Há documentos inéditos que me parecem relevantes para juristas e por todas e todos que se preocupam com a defesa dos direitos humanos e da democracia.

Tem cópias de peças relevantes do processo da PIDE, na fase dita de investigação. Cópia da minuta da procuração e uma carta enviada por um advogado, o Dr. Celso Pinto de Almeida, de Beja, as quais nunca me foram entregues.

A recusa da PIDE em deixar que fosse assistida por advogado, apesar de haver dois que poderiam ter intervindo. E mais, muitas mais provas da arbitrariedade e violência.

Há também um auto de busca e apreensão manuscrito. Saberão que à cabeça, como subversivo e proibido, está Poesia 1, de José Gomes Ferreira.

E tem cartas, um telegrama, que já constavam das edições anteriores e o tal calendário feito num bloco Castelo, prova dos dias de tortura.

Enfim, o retrato de um momento da minha vida, que já tornei público, por dever de memória.”

Aurora Rodrigues

LivroGCUHMP